
Vendo os acontecimentos do Tsunami no Japão, me dediquei a refletir um pouco sobre a revolta. Todos se revoltam um dia, revoltas pela injustiça, pelo amor perdido, pelo atraso alheio, pela incapacidade, falta de resultado, e também a revolta pela justiça do outro. Somos tão inseguros de fatos que nos revoltamos até com a própria revolta.
O problema é que a natureza também está revoltada com a gente. Revoltada com o nosso egoísmo, com a nossa displicência, com a nossa ousadia de achar que conseguimos mandar até nela mesma sem respeitá-la. Nossa criatividade é tamanha que acaba fugindo do controle e usada para causar revoltas.
Mas e agora, o que fazer? Pedir desculpas para a natureza? Dizer que "depois de casar sara"? Lamentar? Para as pessoas que perderam tudo naquele lugar, suas famílias, suas casas, seus pertences, sua dignidade, e ganharam em troca o medo de saber que tudo pode voltar a acontecer novamente de forma inesperada, podemos é ultrapassar a barreira da revolta e ajudar. Para a natureza, que apenas reflete o mau que foi feito à ela, também devemos ajudar.
Talvez agora não tenhamos mais muito o que fazer pelo crescimento ecológico, mas podemos agir para salvar o que ainda resta. Não deixe que a revolta te faça parar de caminhar, não seja justiceiro do acaso e nem tente ajudar Deus a ser Deus, mas faça a sua parte e tenha a plena certeza de que a revolta alheia não foi provocada por suas atitudes.
A revolta mata a criatividade do bem e fere inocentes pelo acaso. Pense nisso!
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